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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fados e toiros em Alcochete: Ana Batista convidada de honra da tertúlia "Bandarilhas Côr de Rosa"


 Ana Batista


A tertúlia tauromáquica feminina “Bandarilhas Côr de Rosa” anunciou hoje que a cavaleira Ana Batista será a convidada de honra de um jantar, com fados, no Clube Náutico de Alcochete (ao lado do Al Foz), no dia 14 de Outubro, pelas 21:00.
De acordo com a tertúlia, parte da receita deste evento reverterá para uma jovem cavaleira, escolhida pelos presentes no jantar, por voto secreto.
Para isso vão estar ainda neste evento as cavaleiras nomeadas, Ana Rita, Verónica Cabaço, Sofia e Cláudia Almeida e mais duas jovens cavaleiras a confirmar.
O fado será cantado por vários fadistas e pelos populares “Marialvas”.
O valor do jantar é de 30 euros e as confirmações deverão ocorrer até ao dia 01 de Outubro (a confirmação é feita mediante o pagamento por transferência bancária, ou antes do evento em local a assinalar).
As reservas podem ser feitas pelos telefones: 963003134 ou 93443894

Foto:Florindo Piteira/toureio.com

domingo, 28 de agosto de 2011

João Moura Jr responde aos êxitos de Ventura e Fernandes: Mais duas orelhas e um rabo este Domingo!


João Moura Jr cortou hoje duas orelhas e um rabo ao segundo toiro do seu lote na corrida mista realizada em Monterrubio de la Serena (Badajoz).
No primeiro do seu lote o de Monforte foi ovacionado.
Perante toiros de Vergara Azcarate, Moura Jr alternou com Nano Bravo ( uma orelha e duas orelhas) e o novilheiro Daniel Morales (ovação e duas orelhas).
De destacar que este festejo, que se realizou já esta noite, registou uma grande casa, ou seja, praça completamente cheia e a rebentar pelas costuras!

Foto:D.R.

Paulo Jorge Santos corta duas orelhas em Fuentes del Nava


Casa cheia e triunfo forte do cavaleiro português Paulo Jorge Santos em Fuentes del Nava!
O cavaleiro cortou duas orelhas este domingo num festival realizado nesta localidade espanhola, onde actuaram ainda David Luvilhano (silêncio), Manolo Sanches (duas orelhas), Canales Rivera (duas orelhas) e Ivan Conquito (uma orelha).
Lidaram-se toiros de Porto S. Lourenço.
Foto:D.R.

Mais um Domingo louco para o jovem toureiro: Mais três orelhas para Francisco Palha!

Francisco Palha ao lado de Belmonte. O jovem cavaleiro tem motivos para sorrir. Êxitos atrás de êxitos!

Francisco Palha cortou hoje três orelhas na importante feira taurina de Iniesta (Albacete).
Perante toiros de D. Isabel Sanchez D´Alba, Francisco Palha cortou uma orelha no primeiro e duas no segundo toiro do seu lote.
Completava o cartel Mariano Rojo (orelha e orelha) e  Manolo Manzanares (ovação e uma orelha).
Soma e sugue o jovem Francisco Palha!

Foto:D.R.

Este Domingo: Mais duas orelhas para João Telles Jr


João Telles Jr cortou hoje duas orelhas (uma em cada toiro que lidou) em Belmonte (Cuenca). Perante toiros de Caridad Cobaleda, otoureiro lusitano toureou ao lado de Francisco Benito (orelha e orelha) Alvaro Montes (volta e duas orelhas).

Programa 3 Tércios regressa no próximo Domingo


Caros amigos, O Lourenço Mourato ainda não está a 100 por cento, mas garantiu-me hoje ao telefone que na próxima semana (Domingo dia 04 de Setembro) que regressa aos microfones da Rádio Portalegre para realizar a meu lado mais uma edição do programa 3 Tércios.
Um abraço forte para ele, e marcamos encontro em antena de hoje a oito dias.

Vítor Mendes corta duas orelhas em Espanha


No dia em que saiu em Portugal uma grande entrevista do maestro Vítor Mendes, no Jornal i, o matador toureou em Espanha e triunfou, avançou o site mundotoro.com.
Em Riopar (Albacete) lidaram-se novilhos de Ana María Bohórquez e de Santiago Domecq, com o seguinte resultado:
Miguel Ángel Martín- duas orelhas

Vítor Mendes- duas orelhas

El Califa de Aragua- duas orelhas

Luis Miguel Encabo- duas orelhas

Pedro Marín- duas orelhas e rabo

Foto:Fernando Clemente

A entrevista de Vítor Mendes ao Jornal i

 Vítor Mendes. Ser toureiro é uma graça de Deus

Publicado em 27 de Agosto de 2011  
 
É uma vida difícil e mais difícil ainda entrar no grupo especial de matadores. E Vítor Mendes conseguiu o feito de nas últimas 18 temporadas ter estado 12 no grupo especial


Falar com um homem como Vítor Mendes é algo de apaixonante, tal a ênfase que este põe nas suas afirmações. Fomos passar com ele uma manhã na véspera de comemorar 30 anos de alternativa como matador de toiros. Com 53 anos de idade, casado, pai de três filhos, católico convicto, atribui a esta data uma importância transcendente: "As pessoas podem pensar que seria fácil depois de tantos anos a fazer parte do grupo especial separar-me desta vida, mas, bem pelo contrário, levo hoje a minha vida de toureiro com tanto entusiasmo como se fosse um miúdo. Ser matador de toiros é uma graça de Deus e, tanto em praça com fora dela, mantenho o maior respeito pelo público, e por todas as pessoas que gravitam à volta do mundo do toiro."

É um homem viajado, que conhece meio mundo, como tal interessado pela conjuntura social e económica do mesmo. Como vê a actual situação internacional?

A presente situação mundial é preocupante. Quanto a mim a globalização é um erro. Não podemos subestimar os princípios de cada nação, tanto a nível cultural como religioso, e esta globalização leva-nos a uma mercantilização. Quando os EUA têm uma gripe, todos os países, nomeadamente da Europa, vêm por aí abaixo, só sendo beneficiados os países emergentes, com uma mão-de- -obra muito barata e com medidas que todos nós sabemos não serem social e moralmente aceitáveis. Em Portugal, enquanto os interesses partidários, e os políticos e gestores públicos não forem julgados pelo seu trabalho, isto não vai a lado nenhum.

O que é ser "figura" no toureio?

É muito difícil ser figura, seja em que arte for. Uma figura só o consegue ser quando existe entrega do público. Vejam o caso do toureio em Espanha. Quantos milhares de jovens já se vestiram de toureiros e quantos chegam a sonhar ser figuras? Só sonhar, porque do sonho à realidade vai uma grande distância. Em todas as profissões é preciso empenho, só que nesta, de toureiro, é preciso um trabalho diário muito duro. São anos e anos para que alguém se lembre de olhar para nós, é uma vida de contínuo risco, e em que ou aguentamos, ou..... passa bem.

Não há estabilidade na vida de um toureiro?

E nas outras, há? Vamos à história da tauromaquia e pesquisemos os últimos 30 anos. A conclusão será que neste espaço de tempo foram poucas as figuras que se aguentaram mais de cinco, seis anos. Isto é muito duro. Vejam o meu caso, em que nas últimas 18 temporadas estive 12 no grupo especial. E isso é que é difícil, é manter, porque na minha geração vi toureiros extraordinários, com uma classe invulgar, casos do Pepe Luis Vázquez (Filho), Mario Triana, Aguilar Granada, Pepín Giménez, sei lá, mais uma quantidade de nomes que tinham uma qualidade e uma profundidade fabulosas, só que não se aguentaram. E isto são factos.

Mas o que diferencia os toureiros? O talento ou a técnica?

Talento, talento, cabeça e querer, porque técnica todos têm. Reparem nas oportunidades que são dadas a muitos toureiros, e reparem quem triunfa: Enrique Ponce, Juli, José Tomás, Morante, Manzanares, Talavante e pouco mais. Todos eles têm técnica, todos se arrimam, mas se não existir talento... O exemplo desse mesmo talento é a faena ainda ontem do Morante em Bilbau, em que corta duas orelhas a um toiro que de principio o público "pitava". É um toureiro diferente, um toureiro especial, que necessita de um certo tipo de toiro, mas vê lá se também ele não se começou a arrimar. É um toureiro que marca sempre. Vejam se no ano passado quando teve de ir a uma "porta de gaiola" e em que levou duas voltaretas, foi ou não foi?! Isto é talento.

É a prova de que a cabeça tem um grande peso?

Exactamente. Querem um exemplo do contrário? O Javier Conde. Esteve um ano à frente do escalafón, e agora...

A sua época de começo de toureiro foi um caminho difícil?

Primeiro sou português, e aqui em Portugal foi uma geração que se perdeu, não nos podemos esquecer. A evolução histórica do toureio a pé em Portugal está marcada pela morte do grande toureiro José Falcão. Pós José Falcão aparecem um par de gerações de novilheiros que não foram capazes. Vivíamos a época conturbada social e política que foi o pós-25 de Abril, e surgiram nessa época o Poeira, o Marco António, o Jorge Luís, etc., com formação de espera de toiros, vacadas por essas terras fora. Depois surgem o António Manuel, de Vila Franca, e o Parreirita Cigano, da escola de Coruche, que foi a parelha de novilheiros que mais transcendeu nos últimos 30 anos em Portugal. Existiram outras parelhas levadas pela toureiria do maestro Armando Soares, só que a diferença estava em passar a fronteira para o outro lado, em que um miúdo chega lá e vê um novilho com 460 kg, em pontas, com uma cabeça do tamanho do mundo..., em que tens a teu lado uma quantidade imensa de miúdos a querer entrar... Quem tem unhas é que toca guitarra. Depois, e isto é história do toureio em Portugal, existiu uma parelha que toureava tudo, o António de Portugal e o Parreirita Cigano, levados primorosamente pelo maestro António Badajoz, que contrata em Espanha o El Pipo, para levar o Parreirita para lá, estando na sua quadrilha, só que não aguentou. Depois foi o Rui Bento Vasques e o José Luís Gonçalves, com muito valor... Bem, tudo isto para dizer que não nos podemos esquecer do toureio a pé em Portugal.

E nessa altura por onde andava?

Nessa altura estava para entrar na Faculdade de Direito, só que como bem nos lembramos, e é bom não esquecer, vivíamos uma situação no país muito difícil, em que andava tudo à chapada, sem qualquer disciplina, e o meu pai, por ver que eu queria fazer Direito, aconselha-me calma e arranja-me um estágio de 13 meses no Tribunal Judicial de Vila Franca de Xira. Acontece que como parei de estudar, e por a lei mudar, fui obrigado a fazer o serviço cívico estudantil, uma experiencia chocante, um encontro com a realidade da altura. Contacto com o maestro António Badajoz, que andava com o grande toureiro José João Zoio. Entrei nessa altura na sua escola, em Coruche, e disseram-me: "A altura é muito difícil, faz a tua vida e com tempo tiras a tua prova de bandarilheiro praticante, e depois metemos-te aqui a tourear." Fiquei contente, faço-me profissional de toureio e continuo os meus estudos, como o meu pai pretende.

Vamos recuar um pouco. Como foi o seu início no toureio?

Comecei a acercar-me do mundo do toureio por volta do ano de 1972. Bons tempos, em que o senhor Cadório gritava connosco. Acontece que se juntam umas pessoas em Vila Franca para ficar com a praça e nomeiam como gestor Ludovino Bacatum. Sendo Bacatum um homem muito ligado ao toureio a cavalo, teve a perspicácia e visão de realizar em 1973 o concurso "Vila Franca procura um toureiro". Foi aí que apareci. Tirei a alternativa de bandarilheiro em Coruche, na Feira do Castelo. Pus os três pares de bandarilhas e o público obrigou-me a dar a volta ao ruedo.

Datas inesquecíveis?

Em Maio de 1977, quando se deu uma corrida de toiros de morte em Vila Franca, com o José Júlio, o António de Portugal e o Rayito, em que se mataram sete toiros. Gonçalito, que era apoderado de Rayito, depois de me ver bandarilhar não me largou. Insistiu que teria de ir para Espanha, o que aconteceu em 7 de Janeiro de 1978.

Foi logo para Madrid?

Sabe lá o que passei... Repare, na época estava a estudar, tinha a tropa à porta, "carcanhol" não havia, a minha mãe trabalhava para ajudar o meu pai a dar-nos uma vida melhor. Apanhei o Lusitânia Expresso em Santa Apolónia com uma mala, um capote e um estoque rumo a Madrid. Cheguei lá de manhã, um frio de morrer, e esperava-me o Gonçalito, que me diz "mira, toureiro, aqui não se passa nada, ficas dois dias aqui num quarto e depois marchas para Sevilha, onde António Torres te espera". António Torres era o homem de confiança do maestro Curro Romero.

12 de Janeiro de 1978, Sevilha.

Não o conhecia, mas lá nos encontrámos e disse-me logo que ia ficar em Triana, em casa de uma senhora conhecida como a Madre dos Malletillas (Tia Gertrudes). Lembro que não havia escolas taurinas, pelo que treinávamos em casa, num pátio, até que descobri que a 7 quilómetros, em Santi Ponce, numa praça improvisada, era onde se juntavam os toureiros para treinar. Todos os dias de manhã bem cedo lá ia a pé, com muleta e estoque. Foi muito duro. Foi o primeiro embate com o mundo do toureio, e em que conheci e fiquei com um grande amigo, o Juan António Ruiz "Espartaco". Treinávamos todo o dia, chegávamos a dar 300 estocadas no carretón. Ficávamos quase sem pele nas mãos.

Primeira novilhada.

Em Logroño, numa novilhada sem picadores, sem nunca ter estoqueado um novilho, cortei quatro orelhas e um rabo. Correu bem, pelo que o Gonçalito de seguida me arranja 19 novilhadas sem picadores e anuncia a minha primeira novilhada com picadores, em Figueras, na Catalunha. Toureei com o Pepe Luis Vargas, novilhos de António Mendes, cortei uma orelha a cada novilho, e a partir daí foi sempre a andar.

Defende que o toureio tem de ser uma arte plástica?

Não só. Um toureiro tem de ser comercial, é um facto. Outro factor, que hoje está muito em voga, é dizer-se "o miúdo toureia bonito", só que isso não chega, tem de haver submissão, tem de se resolver o toiro que temos pela frente.

O toureio é um negócio?

Qual a arte que não é? O teatro, a música, a pintura, tudo é um negócio. O romantismo da festa é que está a passar, e isso é mau. Não podemos cair só nos produtos de marketing, que em algumas ocasiões nada traz à festa.

O Caetano Ordónez é um exemplo de toureiro comercial?

Bem, dizem que realmente o rapaz é muito bonito, e aliado ao facto de ser toureiro, de ter o nome que tem, juntou estas virtudes e o marketing faz o resto. Mas é toureiro.

Que praças mais pesam nos toureiros?

Madrid, Bilbau, Sevilha.

Num dado passo da sua vida, privou bastante com Curro Romero?

É um senhor, de uma personalidade extraordinária, com um humor fantástico, um artista único, que tudo o que faz é inato. Existem imagens que nos ficam, como a última reaparição de outro grande maestro que foi Paco Camino, numa corrida em que toureou com Curro Romero, uma corrida do Carlos Nuñez. Nunca vi tourear assim.

Toureou com muitos toureiros?

Das figuras da minha geração, diga-me um com quem não tenha toureado.

Foi um toureiro que "tragou" de tudo?

Tenho a minha tauromaquia vibrante, de maior entrega ao toiro, uma tauromaquia que requer um grande conhecimento e concentração no toiro. E esta minha tauromaquia sentia-se mais com ganadarias mais agressivas, mais temperamentais, que chegam mais ao público. Sou um indivíduo muito temperamental.

Quais são as melhores ganadarias?

Muito pertinente essa questão. Miuras, Vitorinos, Pablos Romeros, Isaías, Baltasar Ibán.

Miuras?

Tem-se uma percepção que muitas vezes não sabes se és tu que estás a tourear o toiro se é o toiro que te está a tourear a ti. Tenho duas cornadas de toiros Miura, e sei muito bem o que transmitia ao toiro. Por exemplo, sai um toiro do Juan Pedro Domecq, é um toiro consequente do princípio ao fim. Num Miura não. A faena a um Miura são 15, 20 muletazos, de uma intensidade enorme, e se te estendes ele trinca-te.

Mas em geral os toiros de hoje não são muito previsíveis?

Porque hoje em dia o toiro deixou de ser protagonista. Mas isso vai mudar.

Qual o toiro que mais gostou de tourear?

O que mais me transcendeu tourear foi o meu primeiro toiro como matador de toiros em Barcelona, da ganadaria de Carlos Nuñez, ao lado do meu padrinho, Palomo Linares, e com testemunho do José María Manzanares. A faena que mais me marcou e projectou a minha carreira foi o do Baltasar Ibán, em Madrid.

Qual a ganadaria que mais o marcou?

Vitorino Martín. Um toiro muito sui generis, muito astifino e alto de agulhas, um toiro que impunha, um toiro que se tinha de trazer submetido. É um ganadero fora de série, é um louco pela ganadaria, um homem que sabe tudo da sua ganadaria, com um acompanhamento diário da mesma. Só lhe falta falar com os toiros. É uma ganadaria com personalidade. Mais que ganadeiro é um criador de toiros de lide.

Teve faenas de muito medo?

Mente quem disser que não tem.

Como administra o medo durante uma faena de 20 minutos?

Além do toureio em si, existem uma quantidade de nuances do toiro, das quais dependemos, mas para além do talento, da vontade, da entrega, o toureio é um exercício de inteligência, não ao alcance de todos.

Quantas cornadas levou?

Vinte.

Na actualidade quem manda no toureio?

Além de profissional do toureio, sou aficionado, e custa-me ver que, nomeadamente aqui em Portugal, existe muita gente a aproveitar-se do espectáculo, o que em Espanha é diferente. Ninguém nos obriga a estar no meio taurino. Se estamos é porque queremos, agora temos de saber estar e respeitar, senão... vão à vida deles. Em Portugal existe uma figura na festa de extrema importância que é o forcado. Só que não o sabem defender como tal.

Está a fugir à pergunta.

Em Espanha, na actualidade, existem vários, mas entre estes penso que os que mais metem são o Enrique Ponce, o José Tomás, o Juli, o Morante, o Manzanares, o Fandi, o Talavante.

O que acha que se pode fazer em Portugal para defesa do próprio espectáculo?

Primeiro, que o sentido de autoridade do próprio director de corrida fosse maior em consciência, com respeito e dignidade, e não dos modos em que alguns se encontram. Aqui teremos de ser radicais e severos. Depois, o actual regulamento está totalmente caduco. A evolução que se tem registado, que foi do abuso à radicalidade, de um novilho de 400 kg afeitado por metade do piton, para toiros de quatro anos com 500 kg e com o diamante cortado. Ponham os toiros em pontas mas picados, não podem ser picados não vão em pontas, mas que se apresentem com dignidade. No campo dos cavaleiros e forcados, penso que tem de existir mais bom senso por parte de todos. Uma lide a cavalo que dure 15 minutos são sete de toureio, depois é dar voltas à praça, agradecer a este e àquele, troca de cavalo mais de uma vez. Isto é, e peço desculpa pela expressão, abandalharam o toureio a cavalo. Ao forcado acontece o mesmo. Existiam à volta de 15 grupos, agora existem alguns 40. Uns grupos querem pegar e resolvem os assuntos, outros arrastam-se e demoram um tempo imenso. A recolha de toiros, com cabrestos que não conhecem os toiros, com campinos croatas... Estou a dizer isto num modo construtivo, também eu tenho telhados de vidro. A diferença é este exemplo que vou contar: uma tarde em Palência, sendo eu director de lide, saiu um cavalo de picar da quadrilha de um meu alternante, com um olho por tapar, o que é proibido por regulamento. O director de lide (por ser o mais velho de alternativa) é responsável por tudo o que se passe no ruedo e tem de chamar a atenção para tudo o que for anti-regulamentar. Como não reparei, fui multado em 40 contos (200€) na altura. Levantaram-me um auto em acta e tive de pagar.

Como vê o futuro da festa em Portugal?

Além dos aspectos já referidos, em que é urgente a mudança do regulamento, a mentalidade de empresários e ganaderos terá igualmente de mudar. O empresário tem de saber que isto é um negócio, que existe risco, e se ganha, tudo bem, se perde tem responsabilidades a assumir. Os ganaderos, por quem tenho um enorme respeito, não podem deixar as suas ganaderias estar sujeitas à onda do mercado. O que quero dizer com isto é que em Portugal a grande maioria das ganaderias está feita para o toureio a cavalo, esquecendo que as corridas mistas no nosso país têm um interesse fantástico, como provam os cartéis das mesmas quando bem elaborados. Quanto a novos toureiros, existem uma quantidade deles com entusiasmo, vontade e carácter, que podem singrar, e disso é testemunho a Escola de Toureio José Falcão, a Academia de Toureio do Campo Pequeno, a Escola da Moita, etc.

Quanto custa fazer um toureiro?

Conforme o talento. É um investimento. Alguns a custo zero.

Como vê a proibição do espectáculo de toiros em Barcelona e os movimentos antitaurinos?

Antitaurinos existiram sempre, mas há 10, 15 anos existe o "animalismo", que tem a ver com uma doença grave da nossa sociedade, em que as pessoas tentam transportar a sensibilidade e o sentimento do que é racional e humano para o animal. E isto porque a nossa sociedade está doente. Existem cada vez mais indivíduos sós, com mais problemas psicológicos, em que a sensibilidade, o sentimento, a relação humana é difícil de alcançar. É difícil sentir e relacionar-se. Por este facto, os animais domésticos são a salvaguarda e a bóia de salvação de muita gente, que tenta transmitir a ideia de que também o toiro é um animal doméstico, o que não é. Transportar este sentimento para um animal irracional é totalmente estúpido. Respondendo directamente à sua pergunta, o que se passa em Barcelona é uma atitude política, que vai acabar por não vingar. Toureei várias vezes em Barcelona e sei o que estou a dizer.

"Maestro", qual é o seu cartel de eleição?

Toiros de Miura para Paco Ojeda, César Rincón e Vítor Mendes em Nîmes. Em Madrid seria toiros Vitorinos com Ruiz Miguel, Esplá e Vítor Mendes.


in jornal i

Em Calahorra: Rui Fernandes 2 - Diego Ventura 1

Exclusivo: Foto da saída em ombros de Rui Fernandes hoje em Calahorra

Rui Fernandes venceu hoje o primeiro round a Diego Ventura antes da importante corrida das Cebolas, em Portalegre.
O português sagrou-se o máximo triunfador da corrida de rejoneio de Calahorra (La Rioja), ao cortar duas orelhas (uma em cada toiro).
Diego Ventura foi ovacionado no primeiro e cortou uma orelha no segundo.
Perante toiros de Rosa Rodrigues actuou ainda Sérgio Dominguez (orelha e ovação).
O segundo round está agendado para a praça de Ronda, dia 04 de Setembro, e o derradeiro encontro tipo "mata-mata" para Portalegre dia 09 de Setembro.

Foto:D.R.

Foto do dia!

Rodrigo Tendeiro entre Ventura e Fernandes: "Bem, só falta aqui o mourinha jr e a corrida de Portalegre podia ser já hoje".

Foto: D.R

Zenkl em força para 2012


O cavaleiro Francisco Zenkl vai apostar forte na temporada de 2012.
"Em 2012 quero tourear mais, ando a preparar as coisas nesse sentido", disse à dias ao Diário Taurino.
Este ano, Zenkl optou por tourear pouco, mas tem triunfado por onde tem passado. Agora só resta alertar as empresas que, para o ano, está aí pronto para a guerra mais um toureiro de muito valor.

Foto:D.R.

Mais uma queda...desta vez com a assinatura de João Maria Branco






João Maria Branco foi alvo de uma aparatosa queda este Sábado na Figueira da Foz na corrida da RTP.
Felizmente não passou de um enorme susto para o toureiro e para a sua montada. Antes assim.

Fotos:Fernando Clemente

Parabéns, Miguel!


 O meu amigo e estimado Mestre da escrita, Miguel Alvarenga, assinala hoje mais um aniversário.
O Miguel cumpre hoje 53 anos. Uma idade bonita, para uma vida recheada de bons momentos e de corpo e alma dedicada ao jornalismo.
Um grande abraço para a maior referência do jornalismo taurino português!

P.S: Hoje, aí no Algarve, dá um mergulho por mim!

Mais fotos de Arronches por Luís Mourato








Empresa desfeita? Empresa nova?


Uma famosa e badalada empresa taurina cá do nosso burgo terminou as suas funções. Pelo menos a sociedade que existia foi à vida...
A empresa até pode continuar, mas não são os mesmos que vão estar no comando das operações.
Segundo apurei, houve guerra da grossa e os sócios (tão amiguinhos que eles eram) armaram confusão e deram o dito por não dito a alguns toureiros e forcados.
Um doce para quem adivinhar quem são os meninos.

Foto:D.R

3 orelhas para João Telles Jr


João Telles Jr saíu este Sábado em ombros da praça de toiros de Mirabel (Cáceres)
Perante reses de Jara del Retamar.  João Telles Jr toureou mano a mano com El Cartagenero.
 Resultado final: El Cartagenero- orelha e duas orelhas
Joao Ribeiro Telles Jr- orelha e duas orelhas

Mendes ovacionado em Valdefuentes (Cáceres)


O matador de toiros Vítor Mendes foi este sábado silenciado no primeiro que  matou e ovacionado no segundo do seu lote em Valdefuentes (Cáceres). 
Perante astados de Sánchez Ybargüen. Víctor Mendes, silencio e ovação, Miguelín Murillo, duas orelhas e rabo e uma orelha

Foto:Fernando Clemente

João Moura Caetano corta orelha em Villanueva del Fresno

 João Moura Caetano toureou este Sábado em Villanueva del Fresno ao lado dos matadores António Ferrera e Javier Solis.
Moura Caetano foi silenciado no primeiro e cortou uma orelha ao segundo. A cavalo foram lidados toiros de D. Bernardino Piriz.
A  apoteose da tarde esteve a cargo de António Ferrera, que depois de abrir a porta grande do Campo Pequeno (nenhum matador ainda o fez) indultou-se naquela vila espanhola, pela primeira vez  desde a sua reabertura, um toiro de Dehesa de Calvaches.
Resultado final no que toca a matadores António Ferrera duas orelhas e duas orelhas e rabo simbólicos e Javier Solis, orelha e duas orelhas.

Mais duas orelhas para Francisco Palha

Francisco Palha na foto com o António Ventura, pai do "furacão" Diego Ventura


-Francisco Palha está simplesmente imparável em Espanha.
O cavaleiro Português voltou a triunfar este Sábado em Casas Viejas (Ávila), tendo sido ovacionado no primeiro e cortado duas orelhas ao segundo do seu lote.
O lusitano lidou toiros de Valdeolivas e repartiu cartel com Mariano Rojo, que foi ovacionado no primeiro e cortou duas orelhas no segundo.

Foto: farpasblogue

Bastinhas e Académicos de Elvas brilham na TV


Joaquim Bastinhas e Tiago Fernandes, dos Amadores Académicos de Elvas, conquistaram este Sábado os troféus em disputa na Figueira da Foz (melhor lide e melhor pega).
Perante um curro de toiros de Manuel Assunção Coimbra, esta corrida foi transmitida pela RTP e tinha o carimbo da  Casa do Pessoal da Rádio e Televisão de Portugal

Foto:touroeouro.com

Feira da Moita será apresentada esta terça-feira


António Manuel Cardoso vai reunir a imprensa na terça-feira, no restaurante "Casa das Enguias", para apresentar os cartéis da Feira da Moita.
O evento começa na segunda-feira, dia 12 de Setembro, com um espectáculo de oportunidade aos novos, com a presença já assegurada de António Prates e Jacobo Botero.
No dia seguinte vão estar em praça João Moura, Luís Rouxinol, João Telles Jr. e o amador Luis Rouxinol Jr.
 Na quarta-feira uma corrida apeada com a presença de "Procuna" e mais dois matadores. Toiros de Conde Cabral.
 Na quinta-feira João Salgueiro, Pablo Hermoso e Manuel Lupi e os Forcados do Aposento da Moita.
Até ao momento não há ainda certezas se este ano se realiza a corrida de sexta-feira. Aguardemos então pela apresentação da feira.

Foto:D.R.

Arronches: Pouco ou nada temos para contar, mas ficam as fotos legendadas para recordar


Marco José foi autor de uma primeira actuação de grande nível. O segundo, distraído, não deixou o toureiro triunfar

João Moura Caetano (que brindou uma lide a Lourenço Mourato-Foto acima) assinou duas boas lides. Com sortes bem desenhadas, boa brega e ferros de emoção, principalmente os compridos...sempre de arrepiar.

  João Maria Branco também esteve em bom plano no primeiro. No segundo consentiu alguns toques de um toiro que queria um pouco mais
 Amadores de Arronches
 Amadores do Ramo Grande

No que toca às pegas, tratava-se de uma noite de homenagem ao forcado. Quatro prémios em disputa. Da esquerda para a direita: Gonçalo Louro (Amadores de Portalegre) melhor rabejador, Rui Varela (Amadores de Portalegre) melhor primeiro ajuda, Amadores do Ramo Grande melhor grupo e Manuel Cardoso (Amadores de Arronches) melhor pega.

As gentes:
 Vasco Taborda Jr, António Moura e Francisco Cortes...Grande time!
 O grande Jaime Cortesão bastante pensativo.
 João Moura Jr e a sua cara metade.
 Hugo Calado minuto a minuto. A tablet é mesmo um êxito!

 João Semedo abriu praça para os amadores de Portalegre. Mais uma vez recuou na cara do oponente com arte e sentimento
 Pedro Pinto e o vereador Bigares
 Joaquim Praxedes e Mestre José Cortes sempre muito animados
 A malta da Penha é assim. São mesmo uns valentes!
 António José Batista e Gonçalo Câmara Pereira a mandarem uma jola abaixo
 Ricardo Carrilho, cabo de Monforte, sempre atentos às pegas
 Grande equipa: No burladero: João Pedro Bolota, Paulo Caetano, João Moura Caetano e o Sérgio Batista.
Na barreira o patriarca João Caetano com Albino Fernandes
 Dona Marília, Dita Moura e Sara Salgueiro...cada vez mais em Monforte
 E fechamos com esta: Paulo Tendeiro e a sua esposa, o popular Chalana e Rodrigo Tendeiro