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sexta-feira, 29 de agosto de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Campo Pequeno já tem visitas
A partir das 10h do dia de hoje, o Campo Pequeno reabriu as suas portas aos visitantes nacionais e estrangeiros que queiram visitar a arena da praça de Lisboa e desfrutarem de uma experiência única. Estas visitas pretendem dar a conhecer este monumento único da cidade de Lisboa e de Portugal, além de divulgar a tauromaquia junto dos portugueses e estrangeiros que visitam a capital portuguesa.
A visita consiste num percurso realizado na arena onde o visitante vai poder ver de perto algumas das principais áreas que compõem a praça (curros, pátio de quadrilhas, cavalariças, palco presidencial, capela...) e que estão habitualmente vedadas ao público. O visitante realiza um percurso pela arena, ficando a conhecer alguns factos relevantes deste importante tauródromo, como datas históricas ou informações sobre alguns dos toureiros que morreram nesta praça.
Os visitantes poderão ainda desfrutar de uma exposição de
reproduções de cartéis antigos do Campo Pequeno, do século XIX aos nossos dias
e, para apimentar esta experiência, os visitantes vão poder tourear de salão
com capote e muleta. Para mais tarde recordar, aqueles que visitarem o Campo
Pequeno vão poder realizar algumas fotografias "especiais", vestindo
a pele de toureiros ou forcados, no "fundo de fotos" preparado para
esse efeito.
A visita realiza-se num sistema de auto-visita, em que o
visitante recebe um guia em papel que lhe dará toda a informação necessária e
orientação sobre o percurso. A entrada custa 3€ e é gratuita para menores de 6
anos. As visitas realizam-se todos os dias, incluindo fins de semana, das 10h
às 13h e das 14h às 19h. Os bilhetes podem ser comprados na bilheteira da praça
no piso -1.
Foto:D.R./arquivo
Nuno Mata já tem cadeira nova (C/Foto)
Conforme anteriormente anunciado, no
passado dia 16/8 em frente à Monumental Daniel Nascimento, teve lugar a entrega
da nova cadeira de rodas a motor ao forcado Nuno "Mata".
Para além do próprio Nuno e da
Carina (namorada) estiveram presentes cerca de duas dezenas de pessoas ligadas
às duas associações benfeitoras da região parisiense, que ofereceram
integralmente a cadeira, entre as quais Luís de Jesus e José Oliveira -
respectivamente tesoureiro e presidente da Association Portugaise de
Bienfaisance (APB) e Carlos Ferreira e Manuel Soares - presidente e vice-presidente
da Academia do Bacalhau de Paris ( da esquerda para a direita conforme
ilustra a fotografia).
Durante o encontro o Nuno,
visivelmente feliz, pode evidenciar as características da cadeira e todos
puderam constatar e congratular-se com o significativo aumento de autonomia e
qualidade de vida que agora alcançou.
A APB e ABP desejam ao Nuno e Carina
as maiores felicidades".
Foto:D.R.
Texto: ABP
Peseiro corta quatro relhas e um rabo (C/Fotos)
O novilheiro Diogo Peseiro, aluno da Academia de Toureio do Campo Pequeno,
cortou quatro orelhas e saiu em ombros, no fina da novilhada sem picadores, esta
tarde realizada na localidade
espanhola de Aldea d´Ávila de la Ribera
(Salamanca).
Peseiro cortou os máximos troféus ao seu primeiro novilho e referendou o
seu triunfo com o corte das orelhas ao seu segundo, pertencente como os
restantes à ganadaria de Ignacio Lopez Chaves, que tiveram boas condições de
lide e proporcionaram boas actuações tanto a Pesiero, como ao seu alternante,o
espanhol Javier Moreno "Lagartijo" (duas orelhas-orelha).
Peseiro e "Lagartijo" saíram da praça em ombros.
Fotos:D.R./
TEXTO:CP
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Antigo cabo de Alter reage à polémica das cebolas em Portalegre
Na sequência das notícias e comunicados que temos vindo a publicar sobre a "queda" do grupo de Alter da corrida de 13 de setembro em Portalegre, por ocasião da Feira das Cebolas, recebemos esta nota enviada pelo antigo cabo da formação de Alter João José Saramago (foto em cima a cernelhar e o atual cabo Elias Santos a rabejar). Recorde-se que o Grupo de Portalegre deu a conhecer que não quer neste festejo pegar com nenhum grupo da região (Alter, Arronches, Monforte e Elvas). Após a "queda" dos Amadores de Alter do Cartel, os de Portalegre repartem a noite de toiros com os Amadores de Alcochete.
Já a seguir a nota do antigo cabo de Alter:
Caros aficionados,
Nunca antes emiti qualquer comunicado ou opinião
relativamente às polémicas que por vezes surgem no mundo da tauromaquia, mais
concretamente no que diz respeito ao Grupo de Forcados Amadores de Alter do
Chão do qual fui cabo durante 7 anos. Na verdade quando me deparo com noticias
deste género, leio apenas o título e passo à frente porque acho que essas
discussões pouco ou nada acrescentam à festa e para ser sincero são sempre
“mais do mesmo” e só vem dar mais força aos anti-touradas que estão espalhados
por esse país.
É com certeza contraditório, o que eu acabei de
escrever com o que estou aqui a fazer, pois estou a fazer o que tantos outros
já fizeram e estou a contribui também para ser “mais do mesmo”, mas desta vez
não me consegui conter e tal como diz o provérbio “Quem não se sente não é
filho de boa gente”, porque todas as jogadas de bastidores levadas a cabo pelo
Grupo de Forcados Amadores de Portalegre relativamente à corrida do próximo dia
13 de Setembro na Praça José Elias Martins (Portalegre) foram no mínimo
tristes!
Com a intenção de esclarecer os aficionados e
simpatizantes da festa brava venho desta forma
demonstrar a minha tristeza e
profundo desagrado para com o Grupo de Portalegre ao não querer pegar com os de
Alter na praça da sua terra. O Cabo do Grupo de Portalegre já apresentou várias
razões para essa sua decisão no entanto no meu entender nenhuma delas é válida
nem tem razão de ser, como passo a explicar.
1-Relativamente ao Bolsin taurino organizado pelo
grupo de Portalegre em 2013, do qual resultou um prejuizo de 9 mil euros, é um
risco que os organizadores de qualquer evento que envolva dinheiro tem que
correr e quanto a isso não há muito a fazer.
2-Relativamente ao Empresário querer colocar o Grupo
de Alter na corrida do dia 13 quer seja como prémio pelo facto de o Grupo ter
ganho a Festa do Forcado em Évora no presente ano, quer seja por outra razão
qualquer, não se compreende o motivo pelo qual o Grupo de Portalegre pressionou
o mesmo, para que aquele Grupo sai-se da corrida, tendo este cedido, uma vez
que a empresa da praça é “Toiros e Tauromaquia” de António Manuel Cardoso e não
“Associação do Grupo de Forcados Amadores de Portalegre” de Francisco Peralta.
3-À empresa Toiros e Tauromaquia de António Manuel
Cardoso gostaria também de referir que esperava outra atitude da sua parte,
ainda para mais, porque já tinha contratado o Grupo de Alter, quando cedeu às
pressões dos de Portalegre e retirou um grupo anteriormente contratado. Espero
que até ao final da época o Empresário arranje a corrida prometida ao grupo
vencedor da Festa do Forcado (Alter), e que esta seja digna dessa festa para
não defraudar as expectativas dos grupos de forcados nas próximas edições da
Festa do Forcado.
3-A situação que para mim é mais chocante e que mais
me perturba é a de, o Cabo do Grupo de Portalegre dizer que os grupos da zona
não lhe arranjaram corridas depois de eles terem organizado um Bolsin no ano
passado com a presença desses Grupos. Para que todos os aficionados saibam o
Grupo de Alter colocou o Grupo de Portalegre a pegar na Praça de Nisa no ano de
2010 (ainda era Fernando Coelho Cabo do Grupo) e depois em 2012 voltou a fazer
o mesmo já com Francisco Peralta na chefia do Grupo e nunca pediu contas pelo
prejuízo da corrida. Nas duas vezes que aconteceu, nunca o grupo de alter
exigiu uma troca, mas referiu sim a ambos os cabos, que quando fosse possível e
tivessem hipótese se lembrassem do grupo de Alter, na base da amizade e respeito
que
Francisco Peralta refere e bem, mas pelos vistos é mais fácil apontar o
dedo do que olhar para dentro e fazer uma introspecção, porque até hoje só nos
meteram num bolsin em nada comparável com as corridas de toiros onde o Grupo de
Alter os incluiu.
5-No ano passado o Grupo de Portalegre foi pegar a
Alter do Chão, e nunca Os da terra se opuseram à presença daquele Grupo, por
isso, mais uma vez não compreendo esta atitude por parte dos de Portalegre.
6-A Problemática que envolve a corrida do 13 de
Setembro em Portalegre afeta não só o grupo de Alter mas também 3 outros grupos
da região, com os quais o Grupo de Portalegre se recusou a pegar. A razão pela
qual esta confusão se gerou, na minha opinião é pelo facto de o Grupo de
Portalegre achar que os grupos vizinhos não têm categoria para pegar com o seu
na sua praça. Se o Grupo de Portalegre quisesse
pegar em solitário na sua terra era compreensível e aceitável pois qualquer
grupo tem prazer nisso, mas escolher outro grupo fora do distrito, negando-se
inclusivamente a pegar com qualquer um destes últimos, é no mínimo menosprezar
e rebaixar os grupos da zona (Arronches, Alter, Monforte e Elvas).
Emiti esta opinião em nome pessoal e o cabo do Grupo
de Alter (Elias Santos) só terá conhecimento desta carta através dos sites
taurinos. Tenho e vou continuar a ter enorme consideração por alguns
simpatizantes e forcados (antigos e atuais) do Grupo de Portalegre, no entanto
se eu ainda fosse o Cabo do Grupo saberia como reagir, porque nos toiros como
na vida só há uma forma de estar, é com dignidade e de cara levantada!
(Se se preocupassem mais em pegar os toiros e menos
com rivalidades parvas todos tinham mais a ganhar.)
João José Saramago
Um aficionado
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Cabo de Portalegre esclarece polémica das cebolas
De Francisco Paralta, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Portalegre, recebemos este comunicado sobre a corrida do dia 13 de setembro (ler outra notícia num outro post), naquela cidade alentejana.Francisco Paralta explica todos os motivos que o levam a não querer pegar nessa data com grupos da região.
O comunicado, já a seguir:
Caros aficionados
Venho de forma curta e direta informar-vos da situação que
se tem passado em Portalegre. Penso que seja importante referir em primeiro
lugar que não há e nunca houve qualquer desentendimento entre a empresa Toiros
e Tauromaquia de António Manuel Cardoso e o Grupo de Forcados Amadores de
Portalegre (GFAP).
Tenho a informar que desde que pegou na praça José Elias
Martins, António Manuel Cardoso tem sido sempre correto com o Grupo e sempre
nos tem envolvido na montagem dos cartéis, perguntando sempre a opinião do GFAP,
uma atitude que nos deixa muito honrados.
Foi nesse mesmo sentido que o GFAP se manifestou, em primeiro
lugar em relação aos 3 grupos,
respondendo que não aceitaria pegar, decisão que
tem sido mantida ao longo dos anos com todos os empresários. Em segundo surge o
assunto relacionado com os grupos do distrito de Portalegre.
Em relação a esse assunto penso que tenha sido iniciada uma
polémica através de um mal entendido.
1-É verdade que disse à empresa Toiros e Tauromaquia que o
Grupo de Portalegre não pegaria com nenhum Grupo do distrito na presente
corrida de dia 13 de setembro, não disse que seria sempre assim e que em
futuras corridas na nossa praça isso não possa acontecer, mas para isso a
atitude dos Grupos da região para com o Grupo de Portalegre terá de ser de
respeito e de amizade.
2- Explicando o ponto anterior, o GFAP toma essa postura
porque quando em Outubro de 2013 montou o Bolsin Pedro Belacorça poderia, assim
como todos os Grupos fazem, ter exigido trocas, mas preferiu na base da amizade
entre os Grupos do distrito montar algo que fosse benéfico para todos, um
convívio entre todos os Grupos, algo em que todos se divertissem e que todos os
forcados da região homenageassem o nosso amigo e forcado Pedro Belacorça.
No presente ano, sabendo que seria um ano complicado de
corridas abordei alguns cabos, numa conversa amigável enquanto convivíamos,
sobre a hipótese de se lembrarem do Grupo de Portalegre em alguma das corridas
em que teriam influência. Como é óbvio não ficou nada acordado, mas quando existe
amizade não se faz contratos, dá-se de bom gosto como o GFAP fez no Bolsin.
Como essa postura voluntaria não esteve presente na temporada de 2014 por parte
dos Grupos do distrito, exceto por parte do GFA Arronches que colaborou na
participação do GFAP num festival em Arronches, penso que o Grupo de Portalegre
esta em perfeitas condições de tomar esta postura em relação à corrida de dia
13 de Setembro.
3- Quero que fique bem claro que o GFAP não tem nada contra
nenhum Grupo do distrito, apenas tomou uma postura sobre a corrida de dia 13,
que assumo como cabo, após conversa com antigos e atuais elementos do Grupo. O
Grupo de Portalegre é o Grupo mais antigo do distrito, leva muitas pessoas às
praças em que pega, penso que, na minha opinião anda de forma digna e humilde
na festa e como tal merece respeito por parte de todos os Grupos. Espero assim
que não fique nenhum mal-entendido.
4- Por ultimo e o mais importante, terei de pedir desculpa
ao Grupo de Alter, em nome pessoal e em nome do GFAP, pela situação causada, é
uma postura que estamos a tomar em relação à presente corrida, num futuro mais
próximo esperemos partilhar noites e tardes de glória com todos os Grupos (Alter,
Arronches, Monforte e Elvas).
Que a sorte se reparta por todos.
Francisco Paralta
GFAPortalegre
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