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domingo, 12 de janeiro de 2014

O alerta que vem de Reguengos (Opinião)



Por: HT

A Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz colocou a concurso a praça de toiros e, ao solicitar 60 mil euros de renda por três anos (mais os impostos), logo veio à minha memória a história do hortelão que quer afastar os pássaros da horta e por isso coloca bem no centro do terreno um espantalho.
60 mil euros (20 mil euros por ano) por duas datas anuais é um excesso dos diabos, na minha humilde opinião.
A misericórdia está no direito e é livre de pedir aquilo que entender, não discordo, mas os tempos que correm não estão para este tipo de grandezas.
Será que a crise passou ao lado de Reguengos?
Quanto aos critérios de adjudicação, onde impera a vocação por eleger a proposta economicamente mais vantajosa, nem me atrevo a comentar, já para não dizer que esse não é o caminho rumo ao futuro. 
 Outra coisa também estranha nesta adjudicação e que coloca os empresários “amarrados” passa pela exploração dos bares. Antigamente cabia à empresa, agora ficam nas mãos da misericórdia.
E aqui, perante este exemplo vindo de Reguengos (infelizmente há mais) começam os problemas da festa em Portugal.
Quem vai concorrer à adjudicação de uma praça quando estão em jogo valores considerados “do outro mundo”?
Todos sabemos que, na festa, surge sempre um “herói” capaz de concorrer, mas depois quem paga?
Claro está, o aficionado quando colocar a cabecinha na bilheteira.
Os proprietários das praças continuam a possuir uma visão monetária em detrimento da qualidade e, na grande maioria das vezes, o que é que acontece quando se pensa assim?
A qualidade dos espetáculos fica aquém das expectativas e da qualidade desejada e a praça em vez de crescer, vem por ai a baixo, ostentando, depois, o rótulo de “queimada”. 
 Mas as minhas interrogações continuam.
Com que moral vem depois um empresário pedir descontos a um toureiro, depois de entrar numa aventura milionária pela adjudicação de uma praça de toiros?
Um toureiro ao saber que fulano X deu uma fortuna pela adjudicação de uma praça não tem todo o direito de abrir a goela e exigir um cachet chorudo, equivalente ao seu valor como artista?
Estou errado?
Pois, é…e aqui reside o problema principal, ou um dos grandes problemas da festa, o “dossier adjudicações”.
Reguengos é apenas um pequeno exemplo, um alerta.
Para que a festa sobreviva em tempos difíceis, este não é, com toda a certeza, o caminho a trilhar.



 Foto:D.R.